Um dos símbolos mais representativos dos períodos de festas é, sem nenhuma dúvida, a champanha. Este vinho espumante está presente nas festas de casamento, aniversários, dia dos namorados, inaugurações e, sobretudo, no reveillon. Ele simboliza as promessas, as expectativas, o sucesso, a riqueza, os desejos.

Napoleão Bonaparte, referindo-se ao champagne, dizia que "nas vitórias é merecido, nas derrotas é necessário".

A fama de bebida nobre deste espumante começou na Idade Média.
Naquele tempo os monges que viviam em abadias no campo eram os responsáveis pela feitura do vinho que seria consagrado e bebido nas missas.
Foi quando Clovis, o primeiro rei da França, se converteu ao cristianismo e foi batizado e consagrado rei na noite de natal do ano de 496, na catedral de Reims, cidade da região de Champagne, na França.
Esta catedral, aliás, é conhecida pela escultura do anjo sorrindo.

O brinde , é claro, foi feito com o vinho local. Nos anos de 898 a 1825, todos os reis da França foram consagrados em Reims em cerimônias e festas regadas com Champagne.

No início, o vinho produzido na Champagne era semelhante ao de outras regiões da França, com a diferença de ficarem ligeiramente efervescentes quando envelhecidos em tonéis. Incomodado com esta particularidade, considerada defeito por alguns, um monge responsável pelos vinhedos da Abadia de Hautvilliers inventou, segundo a tradição popular, o Champagne.

Seu nome: Dom Pérignon.

De fato, este monge estudou o comportamento da efervescência natural do vinho e transformou este defeito em qualidade. Provavelmente ele adicionou ao vinho uma quantidade de açúcar a fim de combater as bolhas e isto provocou uma segunda fermentação.
Ao mesmo tempo ele aperfeiçoou as misturas das diferentes uvas transformando o champagne num delicado espumante apreciado por conhecedores desde aquela época.

Afinal de contas, o que faz a diferença entre o champanhe nacional e o francês? Antes de mais nada, os únicos vinhos com direito a usarem a terminologia "champagne", ao lado do nome da maison responsável pelo vinhedo, são os vinhos produzidos na região com este nome na França.

Nesta área, as características únicas de clima, solo e temperatura produzem uvas em condições ideais para a elaboração da bebida.

Além disso existem outras imposições como, por exemplo:
- ser proveniente de três tipos de uvas autorizados, a Chardonnay, a Pinot Noir e a Pinot Meunier;
- ser fabricada segundo métodos estabelecidos;
- não ser comercializada antes de ser envelhecida ao menos 15 meses e outras condições técnicas.

Elaborar um champagne exige cuidados de uma obra de arte: tudo é feito não só com rigor mas com extrema delicadeza.

Primeiro as uvas são colhidas com muito cuidado, examinadas e triadas de forma a eliminar qualquer mancha. O transporte é feito criteriosamente para evitar que as uvas sejam amassadas. Isto é muito importante pois o contato da pele escura da Pinot Noir com o caldo pode alterar a cor do champagne.

O passo seguinte é colocar os vinhos produzidos pelos três tipos de uvas nos tonéis de carvalho e esperar pelo menos 6 meses antes de se proceder à mistura.
A etapa de mistura é procedida por profissionais experientes que tentam reproduzir, o mais fielmente possível, o padrão da marca específica.

Num outro momento é acrescentado o açucar e o fermento que vão provocar uma segunda fermentação, criando então o gás carbônico, transformador do vinho tranquilo num espumante.

Mais alguns meses se passam e aí, as garrafas são dispostas obliquamente, a cabeça para baixo, e são levemente sacudidas diariamente, de forma que a sedimentação formada no fundo da garrafa venha para a boca. Esta operação dura cerca de um ano.

Por último, se retira o sedimento e o champagne pode ser engarrafado e embalado.

A classificação do champagne varia do Brut ao Suave dependendo do teor de açucar residual, que vai de uma taxa de 15g/l a um resíduo de 50g/l.

O Champagne se bebe fresco, jamais super gelado. A temperatura ideal é em torno de 8 graus centígrados.
A taça deve ter o formato de uma tulipa para permitir que as bolhas subam à superfície e a temperatura permaneça a mesma por mais tempo.
Ao abrir uma garrafa de champagne se precavenha contra acidentes. Posicione a garrafa inclinada sobre uma mão e com a outra tire o arame de proteção e segure a rolha com firmeza.
Gire (a garrafa ou a rolha) até que ela saia suavemente sem estouro ou perda da espuma e do líquido.

As palavras para definirem o champagne são muito especiais:

- se o champagne é vigoroso, possante, encorpado, ele é um
Champagne de Corpo;
- se deixar em você uma sensação de harmonia, doçura, delicadeza, é um Champagne de Coração;
- se for vivo, tônico,com frescor, leve, sem dúvida é um
Champagne de Espírito
.
- Enfim, se for excepcional, muito bem elaborado, completo, redondo, quase místico, se dirá um
Champagne de Alma
.

Tim Tim!!! Feliz Ano Novo.

Fonte: Cristina Brayner é chef, formada pela famosa escola Le Cordon Bleu. Atualmente mora nos EUA, onde dá aula de culinária francesa e administra uma empresa de prestação de serviços.


A bebida certa para todos os sabores

 


 

 

 

 


Existe uma temperatura correta
para o serviço da bebida.









Há sempre um bom motivo
na vida para se brindar.


 

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Aberto de Quinta à Sábado, a partir das 21h.